EM PORTUGAL, O CRIME COMPENSA? SE COMPENSA…

Portugal é, atualmente, um País onde os honestos e gente de bem é perseguida e onde os batoteiros e criminosos se passeiam a seu bel prazer. Não é que seja muito diferente de tempos idos de Sócrates. Porém, desta vez, é às claras e sob afirmações “é tudo feito na maior transparência”.

 

E cada dia que passa esta verdade passa-nos à frente cada vez mais vezes, com os responsáveis políticos a tomar as ações, os grandes grupos de comunicação social a abrir os telejornais com noticias de encantar e embalar, como o fim das filas das ambulâncias, a transferência de doentes para a Áustria e para a Madeira, a chegada de 21 médicos alemães para ajudar Portugal (de realçar que trazem também 150 camas hospitalares às costas, porque neste País de terceiro mundo, nem dinheiro há para comprar camas hospitalares existe e ainda trazem 50 ventiladores, os tais que Costa afirmava no Domingo que não eram precisos) e assim atirar palha para entreter portugueses, durante grande parte dos noticiários.

 
 

Ninguém discute porque chegamos até aqui. Não é altura de verificar os culpados, mas antes de resolver a situação, é uma das teorias de encapotamento de incompetência e de batota. Os “comentadores” televisivos ou “dependentes” políticos do sistema ajudam.

E vai daí continuamos a manter todos aqueles que matam em Portugal a decidir, a bem da bendita armada geringonça que afastou a “direita da austeridade” do poder.

 
 

Assim foi nos incêndios uma vez. Assim foi nos incêndios duas vezes. E assim está a ser agora. “O que interessa é tratar da questão”, não de quem falhou para chegarmos cá. Porque chegamos a este ponto quando já tínhamos conhecimento de toda uma situação e podíamos prever tal como os outros países o previram (relembro que Itália chegou a este ponto em Abril, mas quando o vírus chegou sem ninguém o conhecer, nem haver forma de o precaver), mas isso nada interessa. Se falharam, agora vão fazer bem, é o lema. Eles são os melhores do mundo com os piores resultados do mundo. Mas que interessa?

Ser o pior no mundo em mortes, contágios e internamentos e dos mais atrasados na vacinação, são os títulos que temos.

 

Mas os medias pagos a peso de ouro pelo erário público, os grandes medias das capitais, cumprem e abanam a cabeça, dando as notícias sempre com a “verdadeira” razão apontada pelo governo.

Na primeira imagem, a desculpa tem o título “a tempestade perfeita”, como se a criação da tempestade não tivesse sido proporcionada pelos do costume (falta de preparação, abertura no Natal, transmissão de segurança com o início da vacinação, etc., etc.).

 

Na segunda imagem, a desculpa é que os dados estão desatualizados… Obviamente. Os nossos e todos os outros, porque quem faz a análise faz a análise com referência a uma data, que é igual para todos. Mas a superministra da Saúde, Marta Temido, alega que a data dos dados de Portugal a analisar devem ser os de hoje. Contrapondo com os números dos outros países analisados à data de 24 de Janeiro. Extraordinário, não é??? Palhinha da boa para entreter…

E lá vão 300 mortes por dia? Que é isso? Importante foi quando morreu o primeiro paciente COVID, que originou choro em direto do secretário de estado da saúde. Hoje que morrem aos 300, o que interessa é ver como se enganam os que mantêm o poder.

E a batota lá continua. Desta vez é mesmo com as vacinas. O fundamento é sempre “vacinas que sobram e que iam para o lixo”, o que desde logo é bem ilustrativo da capacidade e qualidade do plano de vacinação. Não ter plano B para a sobra das vacinas demonstra só a incompetência na preparação do plano. Plano B que vai ser implementado a partir de hoje. Não houvessem casos públicos e vocês iam ver o Plano B.

É que os homens do sistema já nem se importam. Justificam a legalidade num dia com um argumento e justificam a legalidade do mesmo facto no da seguinte com um argumento completamente contrário, mas que interessa? Até vemos o coordenador do plano de vacinação afirmar que:

 

Ora digam lá que não é brilhante. Digam lá que o crime não compensa.

E o leitor acha vergonhosos e imoral os atos de quem prevaricou para ter a vacina antes de milhares e milhões de portugueses com risco elevado, mas sem acesso a estes jogos? Então deve ter votado em André Ventura, a fonte de todos os males deste País. Sim, porque o coordenador Francisco Ramos acha que

Traduzindo em miúdos… “Prevaricou? Olhe, como desta vez não pode devolver o produto, vamos lhe dar a segunda dose para que o senhor/senhora fique já a salvo. Afinal esta segunda dose só vai prejudicar os idosos e os médicos que ainda não tomaram nenhuma e afinal o senhor nem tem culpa nenhuma. Iam pró lixo, não é?”

Prevaricou? Sanção: segunda dose para ficar a salvo antes dos restantes definidos de risco.

Aqui está o meu querido Portugal. E à tabela não critique. Não critique senão será considerado como amoral, racista, xenófobo, nazi, fascista e ditador.

E tudo isto se passa à nossa frente… e Portugal aplaude…

Por isso se nomeiam pessoas para os lugares chave das investigações criminais, para assobiar para o lado. A legalidade são eles que a fazem, normalmente com a aprovação de um código de conduta que apenas se aplica para o futuro, como se os valores das condutas tivessem timing. Os prevaricadores, quando apanhados, pedem desculpa e às vezes devolvem a massa e têm a certeza que de acordo com a teoria da dupla Marcelo/Costa “não se substituem generais a meio de uma guerra” … Ou melhor, não se substituem, desde que sejam da “pandilha”…Porque se for um general menos graduado que ajuda a sacudir a água do capote dos ministros e põe o lugar à disposição, tipo o diretor do INEM do Porto ou o Diretor-Geral de Política de Justiça ou o General em Tancos, aí os Ministros já aceitam as demissões, a bem da melhoria dos serviços, porque alguma cabeça tem de rolar para limpar o caminho dos incompetentes e trafulheiros ministros socialistas, sendo que a única culpa que alguns destes têm, é a de denunciar.

Em Portugal não se quer saber da legalidade, nem dos batoteiros. O que se quer saber é se o povo está contente ou se não está. Navegar ao som das sondagens. E como as sondagens confirmam os batoteiros, para quê mudar?

Neste País não se demitem os batoteiros. Demitem-se os denunciantes, porque colocam em causa a dinastia geringonça. E isso não é admissível.

Parece anedota? Não, não é. É o estado miserável a que os portugueses deixaram cair o seu País e os valores que transportam para os seus filhos que quando começam a perceber por si próprios, percebem que tudo isto é normalidade.

É o espírito que reina neste País.

Ora digam lá que o crime não compensa???

“Mortos? Quais mortos. Não viu? Enviamos 4 doentes para a Madeira e para a Áustria…”

“A culpa? Qual culpa, essa é dos portugueses. O homem da trela sem cão contamina 15.000 pessoas por dia. Ele e mais dois ou três é que são os culpados… não vê as televisões? São esses pequenos casos que destroem este País e nos puseram em primeiro do mundo. Nós fazemos o melhor que podemos” …

Estas são frases que bem podiam aparecer a abrir os telejornais…

Entenderam a teoria? Assim se engana o povo. Que a julgar pelas sondagens, até tem bons dentes para trincar e engolir isto tudo…

Até para a semana…

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