O PAÍS, O DESCONFINAMENTO E A DESGRAÇA DOS PEQUENOS E MÉDIOS EMPRESÁRIOS

Como sabem tenho escrito regularmente sobre andebol e a sua ligação com questões de princípios, valores que muitos dos seus fãs e praticantes demonstram no seu dia a dia e na clara demonstração do respeito pela vida humana demonstrada por todos quantos tiveram a oportunidade de sentir de perto a questão de Alfredo Quintana.

 

Volto a este assunto, na introdução deste meu artigo desta semana, em virtude da qualificação da seleção portuguesa de andebol para os Jogos Olímpicos, apuramento esse conseguido num jogo fantástico contra a França, cujo golo nos últimos segundos da partida que deu a vitória a Portugal foi conseguido pelo atleta vimaranense do FC Porto Rui Silva, que no seu braço direito leva tatuado Alfredo Quintana, o braço que marcou o golo do apuramento…

 
 

Escreveu Rui Silva, na sua rede social:

“Correste comigo, remataste comigo, e marcaste golo comigo. Agora vamos a Tóquio e juntos continuaremos a fazer história. Hoje e sempre será por ti.”

 
 

Sim, é verdade caro leitor, quando já não conseguíamos imaginar uma maneira de conseguir homenagear Alfredo Quintana, eis que conseguimos ser surpreendidos e completamente siderados por estas palavras e principalmente pelo que aconteceu. Foi aquele mesmo braço de Rui Silva com Quintana que fez a diferença…

Uma grande jornada para toda esta equipa… principalmente numa fase em que o andebol sobrevive à custa do investimento de Porto e Sporting, que fazem a diferença no meio do deserto que é o andebol português. Os clubes pequenos vivem momentos muito difíceis. A seleção e os feitos de Porto e Sporting nas competições europeias dão uma ideia errada da modalidade. Mas isso ficará para outra vez.

 

Por agora, parabéns Portugal e obrigado Rui Silva e Alfredo Quintana… venha daí essa medalha.

O PAÍS, O DESCONFINAMENTO E A DESGRAÇA DOS PEQUENOS E MÉDIOS EMPRESÁRIOS

 

Começamos o desconfinamento há meia dúzia de dias. Um desconfinamento gradual, com regras muito apertadas. Os números começam a ser números aceitáveis e a prova de que o Governo falhou redondamente e colocou as nossas vidas em perigo, fazendo com, que chegássemos a pior País do mundo nos números COVID.

E não adianta tentar fazer crer que o povo é que foi o culpado. O povo é exatamente o mesmo há 1 ano e não tem culpa que um bando de incompetentes, com intuitos meramente políticos, tentasse passar a informação de que a salvação estava perto. Ou não nos lembramos todos de um Natal cheio de imagens das primeiras vacinações, dando a ideia de que seria uma questão de dias para voltar tudo à normalidade?

A jurisprudência das cautelas mandava que o Governo alertasse os seus cidadãos para os perigos que passavam, ditando regras com base em conhecimento e não em face da opinião pública.

A um Governo pede-se que governe, não que seja popular. Em momentos difíceis Pedro Passos Coelho foi firme como uma rocha e defendeu os interesses dos portugueses em detrimento da sua popularidade. Por isso uns defenderam Portugal e outros apenas se importam consigo e com os seus. As milhares de mortes de portugueses serão fruto de tudo, menos da incompetência de quem tinha que tomar as medidas acertadas. Por alguma coisa ultrapassamos todo o mundo no ranking do vírus… E as estirpes não estão apenas em Portugal…

 

Mas para além do vírus, muitas outras desgraças estão à porta. O desemprego, as insolvências, as dívidas bancárias…

FOTO: CNN |Centenas de residentes desempregados de Kentucky esperam em longas filas do lado de fora do Kentucky Career Center em 19 de junho de 2020 em Frankfort, Kentucky.

Por mais que o Governo tente enganar os mais incautos, a sua estratégia é a de adiamento, protelamento, créditos, etc, etc…

A teoria do Estado social socialista nunca esteve tão flagrantemente colocado em análise. Segundo as velhas teorias socialistas, tantos impostos serviriam para redistribuir riqueza, para que as pessoas tivessem a ajuda do estado em momentos difíceis, para que o estado acudisse todos em momentos difíceis…

Mas os momentos difíceis chegaram e a ajuda do Governo, no meio da propaganda, são 7 mil milhões de euros, dos quais apenas 1.160 são a fundo perdido, ou seja, só estes tes ão efetivas ajudas às empresas.

Apregoar como ajuda aos comerciantes o diferimento de três meses no pagamento do IVA é brincar com as pessoas e com os comerciantes. Em primeiro lugar porque se os pequenos comerciantes estiveram fechados, não faturaram nada. E se tiverem de pagar daqui a três meses, quando sabemos que o confinamento ainda se mantém e não há uma normalidade, como pode esta gente pagar?

Fácil… não pode…

Como não podem sobreviver os trabalhadores independentes… Como não podem sobreviver quem vê os apoios do estado serem calculados com base nos vencimentos do ano de 2020, que foram uma miséria…

A verdade é que o Estado socialista… aquele que tanto aponta o dedo ao modelo de sociedade americano tem demonstrado que na desgraça, apenas tem como solução a fé…

Já nos Estados Unidos, e para que se saiba, o Governo Norte Americano enviou um cheque de 2.000 dólares para cada americano, num pacote que inclui outras medidas como o reforço do subsídio de desemprego, apoio às rendas em dinheiro e moratórias (e não só moratórias como em Portugal) e subsídios às empresas para pagamentos de salários.

Pois é… dir-me-ão que os Estados Unidos são mais ricos… E eu direi que o Estado Português cobra mais impostos aos seus cidadãos… E que nos Estados Unidos eles privilegiam a iniciativa privada e não o público como em Portugal, que não só gere mal, como gere para os amigos…

A diferença está no modelo de sociedade… Uma sociedade onde a subida social assenta no mérito… a outra que assenta no “cunhismo” e no “culambismo”…

Muitos dirão que os que agora passam mal, deveriam ter poupado nos tempos aúreos… eu pergunto: quais os tempos áureos de Portugal, em que não temos um camião de impostos às costas para nos sacar aquilo que ganhamos com o esforço do nosso trabalho??? Que tempos áureos são esses?

Que tempos serão esses?

Vêm aí tempos muito difíceis…

E pelo que me apercebo… Já vi este filme…

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