Os perfis falsos que proliferam pela internet em tempo de eleições

Esta semana vou falar de algo que começa a proliferar pela nossa internet, pelas nossas redes sociais. E este é um vírus que prolifera pelas redes sociais quando se aproximam os tempos de eleições.

 

Falo obviamente dos perfis falsos nas redes sociais, dos mensageiros da “verdade”, dos delatores, dos defensores da verdade ou de meras máquinas partidárias que fazem de tudo para destruir quem está no poder.

 
 

Desta realidade, há que retirar duas vertentes.

Uma vertente é aquela que assenta em factos verdadeiros, cujos perfis pretendem apenas dar a conhecer factos verdadeiros de que tiveram conhecimento, mas cuja coragem ou medo de retaliações os faz atuar na clandestinidade.

 
 

Ora, esta é uma vertente que gostaria de abordar, e logo eu que vivo numa cidade com mais de 30 anos de gestão socialista. Efetivamente existe medo. O medo que não poderia acontecer na democracia. O medo de denunciar o que está mal. O medo de ser candidato contra o poder. O medo de ser livre.

Efetivamente sinto que a minha cidade vive do medo, onde apenas muito poucos têm coragem de dizer as verdades e onde as eleições são decididas pelos dinheiros públicos. Isto porque são utilizados a bel prazer, ora para contratar candidatos vencedores às listas adversárias, ora para prometer empregos aos filhos, sobrinhos e demais familiares da orla socialista. Talvez por isso as empresas municipais e cooperativas municipais proliferem em Guimarães. Menos “checkadas” do ponto de vista da transparência dos procedimentos, onde o poder se manobra de uma forma mais fácil.

 

E esta é a vertente que faz com que os que querem denunciar se tornem bufos anónimos, apenas e só por quererem que as situações menos claras sejam desmascaradas.

A outra vertente é a da mentira, da falsidade, do jogo sujo e maldoso. Do jogo político de mais baixo nível, de quem não tem o mínimo de escrúpulos. Falo daquelas pessoas sem honra, nem caráter, que não têm qualquer tipo de problema em sujar a honra e credibilidade de gente honesta e gente que trabalha pelo bem comum, criando histórias falsas, criando estórias rocambolescas, até insinuando e imputando crimes a outros, apenas com o objetivo do poder a qualquer custo, não querendo saber sequer as complicações que essas mesmas criações criarão na vida dos outros.

 

Estes perfis falsos que proliferam pela internet em tempo de eleições, é bem a imagem característica das pessoas que os criam e utilizam, não para denunciar factos verdadeiros, mas apenas na base do insulto fácil, do denegrir a imagem do outrem, sem qualquer tipo de escrúpulos.

Esta gente não deveria merecer o respeito de ninguém. E é ver os acólitos e necessitados de favores políticos a trespassar as mensagens falsas como se elas fossem uma verdade absoluta.

Pena é ver que alguns órgãos de comunicação social nacionais pegarem em determinados assuntos destes e a fazer os jogos dos políticos sujos, protegendo e queimando em plena praça gente honesta, argumentando sempre com a defesa do anonimato das suas fontes.

E esta é a praga dos nossos tempos.

 

Uma praga que não deixa rasto e que dificilmente leva a que consigamos identificar o autor do “crime”. Sim, porque até podemos saber de onde vem, mas provar a sua identidade será sempre muito difícil, ainda para mais quando estamos a falar de crimes particulares.

A verdade é que isto demonstra bem a mediocridade da nossa democracia e a forma como hoje em dia os que almejam o poder trabalham. Na verdade, quem assim trabalha e não está no poder, efetivamente quando o alcançar os princípios e valores que porá nos seus atos não estarão muito longe daqueles que são utilizados nos meios para o atingir.

Eu que fui alvo de muitos desses esquemas, cujo local de defesa teve de ser sempre nos meus próprios meios, uma vez que o poder que me atacava era validado por gente com muito poder, poder até para manietar jornalistas de determinados órgãos de comunicação social.

Contra eles lutarei até ao fim dos meus dias para os desmascarar.

Hoje os que ascenderam ao poder por esses meios demonstram bem porque não o fizeram pelo meio legal. Fácil. Não seria possível.

E é esse tipo de gente que a democracia e o povo deve combater, se bem que o que tenho assistido é precisamente o contrário.

Os maus vencem… os bons têm que se desunhar… e esperar por sentenças judiciais que farão justiça anos e anos depois e que já ninguém liga.

Por isso, que cada um faça a sua parte.

Aos que assim são atacados, que tenham a força de suportar tamanhos ataques e que tenham ainda coragem de denunciar e destruir quem assim age.

Porque cheios de gente medíocre, já andamos nós…

Os Cabritas desta vida provam-no…

Até para a semana.

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